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Faturamento das PMEs cresce 26,7% durante a campanha eleitoral



Levantamento inédito é da startup VHSYS; Rio de Janeiro sobe 76% e São Paulo 35,5%;

segmento de alimentos e bebidas cresce 125,4%

Por: Redação


Levantamento inédito aponta que de agosto até outubro, período da campanha eleitoral, as pequenas e médias empresas registraram um crescimento de 26,7% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram coletados junto a 1.225 empresas de todo país, que integram a base de dados da VHSYS, startup paranaense que fornece software na nuvem para micro, pequenas e médias empresas.

Os maiores ganhos foram no segmento de agência de empregos (494,5%), agência de viagens (281,4%) e fabricação de alimentos e bebidas (125,4%). Em relação aos principais estados, quem mais sentiu impacto positivo foi Rio de Janeiro (76%), Rio Grande do Sul (56,1%), Minas Gerais (55,8%), São Paulo (35,5%) e Paraná (24,1%).

De acordo com Reginaldo Stocco, CEO da VHSYS, “os dados atestam o crescimento da economia brasileira pelo terceiro mês consecutivo, movimento detectado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC– Br) divulgado este mês”. Segundo dados do Banco Central, a expansão na economia brasileira foi de 0,47% em agosto. Nos meses anteriores, julho e junho, o crescimento foi de 0,65% e 3,45%, respectivamente. Se comparado com o registrado no mesmo período do ano passado, em agosto de 2017, o aumento na atividade econômica do País, de lá para cá, foi de 2,5%.
Perdas
As maiores perdas das PMES, de acordo com a base de dados da VHSYS, foram no segmento de atividades artísticas (-42,2%), construção civil (-32,7%) e imobiliária (-25,5). Em relação aos principais estados, quem mais perdeu foi o Distrito Federal (-16%).
De acordo com Reginaldo Stocco, a percepção dos empresários é de que as baixas no setor da construção civil ocorrem pelo alto custo exigido para novas obras e a dificuldade financeira para contratar mão de obra especializada. O ramo imobiliário é sempre um dos mais afetados em momentos de crise econômica. “Assim como na construção civil, o ramo de imóveis sofre muito com a incerteza, pois todos botam a mão no freio e ficam com medo de adquirir uma dívida que demorará de 20 a 30 anos para quitar. O financiamento de imóveis também se tornou mais difícil. Neste segmento, a retomada é sempre mais lenta e depende de sinais concretos, como aumento de emprego”, analisa.
Em um cenário de persistente recessão econômica e alta taxa de desemprego, acontecimentos pontuais como a Copa do Mundo também provocaram perdas. A receita das PMEs caiu 49% em julho, em relação a julho do ano anterior, de acordo com levantamento da VHSYS.
Pós-eleição 
Segundo o levantamento, a expectativa das PMEs é de uma contínua melhora após o resultado eleitoral, mas a polarização no país ainda será um desafio. “Independentemente do resultado, a economia seguirá em clima de incerteza. As pequenas e médias empresas devem traçar novas estratégias de acordo com o plano de governo de cada candidato, mas o clima ainda será bastante delicado”, analisa.