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Seis cuidados que as empresas devem tomar durante a Black Friday



*Por: Redação

A Black Friday está chegando e o feirão de preços baixos, que é tradição nos Estados Unidos, também tomou conta do Brasil. Há alguns anos, os varejistas daqui aderiram a essa campanha de marketing e já se organizam para oferecer uma experiência tão interessante aos consumidores quanto a do exterior.

Devido às inúmeras promoções e alta intenção de compra, nesta época, muitos são os alertas aos consumidores. E os lojistas? Quais cuidados devem ter? O dr. Kristian Pscheidt, advogado do Costa Marfori, escritório especializado em direito civil e relações de consumo e que atende grandes varejistas do comércio físico e eletrônico, selecionou alguns pontos de atenção para os lojistas na Black Friday:

1. Logística de entrega
 
É importante dilatar o prazo de entrega para as compras realizadas durante a Black Friday. Se determinada loja costuma entregar um produto em 10 dias, por exemplo, pode esticar para 15 dias ou mais para as vendas da promoção, dando um fôlego para o setor de logística. No entanto, o advogado alerta que “é preciso deixar o consumidor ciente antes da finalização da compra”. As empresas devem destacar essa informação sobre prazos mais longos antes da confirmação da compra.
 
2. Disponibilidade em estoque
 
Os e-commerces devem estar muito atentos à velocidade dos pedidos online e à disponibilidade dos produtos em estoque. Em alguns casos, divergências acontecem porque o produto só é reservado após a confirmação de pagamento e, especialmente, para os cartões de crédito e boleto as empresas precisam de um tempo para analisar a aquisição.
 
3. Instabilidade no sistema
 
O cliente encontra o produto que sempre quis por um preço excelente! Mas o site da loja não aguenta a quantidade de acessos e o consumidor não consegue finalizar a compra. “Já houve casos de reclamações judiciais de consumidores que não conseguiram concluir sua compra e exigiram que as empresas mantivessem o preço, mesmo depois do período de promoção. Por isso, vemos muitas empresas reforçando seus sistemas nesse período”, conta.
 
4. Fake news envolvendo a marca
 
Ainda em relação aos cuidados tecnológicos, vale a atenção das empresas para clonagens de página, e-mails falsos e/ou anúncios de ofertas da marca feitas de forma fraudulentas, eis que os golpes tendem a aumentar nessa época.
 
5. Sobe e desce de preços
 
As empresas podem sim ser notificadas pelo PROCON em caso de mudanças abruptas de preços. De acordo com dr. Pscheidt, “o órgão de defesa do consumidor pode exigir uma planilha com os preços dos produtos um mês antes, para fazer comparações e identificar se a loja manipulou a promoção durante a Black Friday”. A ação comum no Brasil ganhou o apelido carinhoso nas redes sociais de Black Fraude e não faltaram maus exemplos nos anos anteriores.
 
6. Erros de digitação ou informação no sistema
 
Cuidado com as informações divulgadas. Confira o sistema e os preços que estão sendo expostos. “Pode acontecer de a empresa publicar um preço muito baixo por erro no sistema ou erro de digitação, mas a justiça entende que a Black Friday é um período de promoção e deve cumprir o que anunciou, mesmo de forma errônea”, conta o advogado que já passou por situações como essa no último ano da promoção.