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“Causa mortis” e a importância de entender a alma do próprio negócio


* Por: Luciene de Oliveira

Dados do SEBRAE mostram que 23% das pequenas empresas do Brasil não chegam ao segundo ano de vida. Ao aprofundar esses estudos, descobriu-se que 46% desses empreendedores não conheciam os hábitos de consumo de seus clientes.

É, entender um negócio vai muito além do “savoir faire”. Você pode conhecer em detalhes cada passo da execução, ter um produto de alta qualidade e até saber economizar na produção sem prejuízo ao produto final, mas, se você não souber o que o seu cliente quer, se não conhecer seus hábitos de consumo, a probabilidade de falir ou estagnar é colossal!
Dias atrás, tive uma experiência incrível. Durante sete anos morei numa região específica da Vila Mariana, onde havia uma única pequena padaria, em que era possível chegar a pé, sem andar muito. Posso dizer que o pão era de boa qualidade. Mas sentia falta de variedade.

Aquele pequeno negócio, dirigido há anos pelo mesmo imigrante português, era modesto, mal cuidado, feinho. Além disso, não havia nenhuma simpatia no atendimento. As caras fechadas, tanto do proprietário, quanto dos funcionários não era convidativas.
Até que um dia se iniciou uma grande obra do outro lado da rua. Bem em frente à padaria. Quando descobri que seria um condomínio de luxo, com três torres de mais de 15 andares cada uma, pensei comigo: - uau! Essa padaria vai ficar movimentada em alguns meses.
Certa vez, durante uma passagem para levar um pãozinho para casa, comentei com o mal humorado dono: - agora vai precisar fazer uma reforma, não é? Ele me olhou, como quem não estava entendendo nada e disse: - por quê?
Falei: - ué, olha o tamanho do condomínio que está sendo construído em frente. A demanda vai ser muito maior! Ele continuou com cara de paisagem e, simplesmente, respondeu: - rico não come pão! Dessa vez, quem não entendeu nada fui eu... nem respondi. O que responder numa hora dessas?

Saí pensativa, incomodada mesmo. Como é possível? Aquele homem devia viver daquele comércio há anos e não tinha nenhuma ideia dos hábitos de consumo de seus clientes. Não à toa, estava estagnado. O mal aspecto da padaria provava o descaso e mostrava que ele tinha deixado de ganhar um bom dinheiro já há um tempão.
Os meses se passaram, a obra terminou, os novos moradores chegaram e o lugar continuava exatamente igual, nem uma mão de tinta havia sido aplicada... Entendi que ele falara mesmo sério. Como milhares de pequenos empresários, ele não tinha a menor ideia do potencial que tinha em suas mãos.
O tempo seguiu seu curso. Me mudei de lá. Nunca mais comprei nada na pequena padaria... apesar de sempre lembrar dela... até que um dia, passando de carro em frente ao comércio, veio a surpresa: uma padaria novinha em folha! Caramba! Mudaram tudo, quebraram tudo, refizeram tudo. Ficou muito maior e mais bonito.

Passaram a servir diversos (e deliciosos) tipos de pães e doces, tem espaço para restaurante (quilo e à la carte), tem mesas na calçada, tem decoração, tem cor e tem até alegria. Sim, os funcionários atendem sorrindo, demonstrando satisfação em estar ali.
Claro que fui assuntar e descobri que tinha sido comprada e reinaugurada há cerca de um ano e meio. E quem comprou entende do negócio e sabe exatamente o que seus clientes querem. Principalmente, têm noção que rico come pão, sim senhor! E pobre também! Aliás, quem não gosta de um pãozinho bem feito?
Essa história só vem ilustrar que, ao pensar em investir em um negócio próprio, tenha plena ciência do que espera seu público. Entenda como gerir para ter sucesso e, caso tenha alguma dúvida sobre isso, pense seriamente no setor de franquias.

Por que uma franquia? Porque é um sistema pré-pronto, estudado, testado, feito para dar certo! Claro que não existe nada totalmente seguro, mas tem índice de mortalidade de apenas 3%. A ideia principal é que o franchise capacita os empreendedores para atuar em seu ramo de negócio. Existe muita análise de mercado. As chances de não dar certo não bem menores.
Então, fica a dica. Quer empreender mas não se sente seguro? Pense com carinho em investir no franchising. Existem quase três mil opções de marcas. Escolha um tipo de negócio que combine com seu perfil, onde você gostará de atuar. Gostar do que se faz também é condição “sine qua non” para evitar estagnação ou morte de seu projeto de vida. 






*Luciene é jornalista há mais 25 anos e empresária.
É diretora da Lucky Assessoria de 
Comunicação, Ahoba Viagens by Lucky e 
Portal Franquia & Companhia. Adora o que faz.