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2019 é um bom ano para ser franqueador?


Negócios que acompanham as mudanças de comportamento e consumo tendem a conquistar melhor resultado

Os analistas econômicos acreditam que o próximo ano será melhor em crescimento, porém não asseguram a retomada imediata. Mas, será um bom momento para expandir um negócio e se tornar franqueador? 

Segundo Patrícia Baubeta, advogada e consultora em franchising da Baubeta Abreu Almeida Advogados, há segmentos e vertentes que não são modismo, mas que aproveitam oportunidades geradas durante a crise econômica. “Existem modalidades que tem apelo maior e probabilidade de crescer em épocas de crise, quer por atender novas demandas de consumo ou por adaptar-se às alterações da demanda. É importante estar atento às mudanças de comportamento do consumidor e às oportunidades que surgem por consequência. Por exemplo, se não há recursos para comprar roupas novas, pode-se incrementar o visual com um acessório ou reformar/atualizar as roupas que já se têm, se não pode trocar o carro, conserva-se o que possui. Se os hábitos de consumo mudam, eles geram oportunidades de crescimento para empresas que satisfazem essas demandas”, ressalta.

Quais são os passos para quem quer ser franqueador em 2019?

Não são raros os casos em que os empresários cogitam franquear seu negócio depois que alguém se interessa por seu emprendimento. Em muitos casos, pode ser um cliente antigo ou alguém que experimentou o produto ou serviço e enxergou o diferencial e uma oportunidade de investimento. “É necessário ser crítico, avaliar o negócio que se pretende franquear com muito cuidado e critério. Ele deve poder ser reproduzido por terceiros e ter algum diferencial, ser capaz de destacar-se de concorrentes de tal forma que interesse a terceiros investidores. Franquear exige experiência e “Know How”, além de capacidade para transmiti-los a terceiros, bem como para dar assistência, suporte e, se implicar revenda de produtos ou mercadorias, capacidade para atender todas as unidades próprias e os pedidos dos franqueados, tudo isso exige estrutura. Franquia não é solução para problemas de caixa, não é uma forma rápida e fácil de receber investimento”, ressalta Baubeta.

Outra dica importante é buscar ajuda profissional de consultorias especializadas, que darão um diagnóstico, o parecer analítico e propostas. A partir deste ponto, o planejamento de implantação e cronograma de trabalho pode ser definido.  “Esse processo leva de quatro meses a um ano, dependendo do negócio e da disponibilidade dos envolvidos. Se o modelo for franqueável, estiver crescendo, for lucrativo e estiver estruturado de tal forma que permita aos seus administradores e colaboradores dedicar-se ao projeto 2019 pode ser um excelente ano”, ressalta a consultora.

Os cinco passos para franquear o seu negócio

A especialista, Patrícia Baubeta, elencou os cinco principais passos para quem pensa em franquear uma empresa em 2019.

1. Avalie a franqueabilidade do negócio, o que exigirá estudos quanto à possibilidade de sua reprodução por meio do “franchising”, a viabilidade financeira, o potencial de mercado em relação ao negócio a ser franqueado e para a expansão da franquia, a disponibilidade e a habilidade dos envolvidos para lidar com os futuros franqueados, entre outros;

2. Formate o negócio que se franqueará e a franqueadora sob o enfoque empresarial e jurídico. Esse processo visa a determinar os padrões da maior parte dos aspectos relacionados ao negócio franqueado e à franqueadora, estimando investimentos, definindo  taxas, regras, normas, visual, perfil de franqueados, entre outras características da franquia, resulta também na elaboração dos manuais, na estruturação jurídica da franquia e da franqueadora, planejamento marcário, elaboração da COF, pré-contrato (quando necessário) e contrato de franquia, entre outros contratos, estabelecimento de um planejamento de expansão, de “marketing” e etc.;

3. Organize e estruture a empresa franqueadora como definido durante o processo de formatação. As atividades da franqueadora não se confundem com as do negócio que originou a franquia, há outros investimentos a fazer em bens materiais, “softwares”, recursos humanos (seleção, contratação, treinamento e acompanhamento), em canais de comunicação, para implantação das estratégias de proteção da propriedade intelectual, bem como regular relações com fornecedores (homologação/credenciamento), entre outras atividades;

4. Execute o planejamento empresarial da franqueadora, da rede, de expansão e de “marketing”;

5. Monitore a execução do planejamento e promova a capacitação dos membros da franqueadora para o bom relacionamento com os franqueados da rede.

Sobre Patrícia Gonzalez Baubeta, graduada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pós-graduada em Direito Contratual pelo Centro de Extensão Universitária, especialista em Varejo pela FIA/USP, pós-graduada em Direito da Economia e da Empresa com ênfase em societário e tributário pela FGV/SP, Graduanda em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, Presidente da Comissão de “Franchising” da OAB/SP por dois biênios, foi Membro do Comitê de Internacionalização do Fórum Setorial de Franquia do Ministério do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC.

Sobre a BAUBETA E ALMEIDA SOCIEDADE DE ADVOGADOS, é um escritório especializado em consultoria jurídica empresarial. As porta-vozes possuem mais de 15 anos de experiência no setor de franquia, bem como ampla expertise no atendimento a empresas e grupos dos mais diversos segmentos.