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Mulheres de negócios: Conheça histórias inspiradoras de empreendedoras que são motivo de orgulho dentro dos segmentos que atuam

Foco, determinação e garra foram essenciais para essas empreendedoras alcançarem os objetivos dentro do universo corporativo de maneira rápida e consistente

Por: Redação

Detalhista, perspicaz e garra...essas são algumas das características encontradas em mulheres empreendedoras que, até então, eram conhecidas como sexo frágil, porém, elas vem quebrando barreiras e conquistando seu espaço no mundo dos negócios e sendo reconhecidas pelo seu trabalho, inclusive assumindo posições onde é muito comum ver homens no comando.
De acordo com levantamento mais recente da Global Entrepreneurship Monitor 2017 (GEM/Sebrae), 23,9 milhões de mulheres estão a frente de negócios consolidados, um pouco atrás dos homens que ainda detém 25,4 milhões de negócios. Esse crescimento está atrelado na busca por uma renda própria, que segundo o Governo Federal, 3 em cada 4 lares são chefiados por uma mulher, dentre elas, 41% tem o seu próprio negócio.
Conheça histórias de mulheres que enfrentaram muitos obstáculos e hoje são inspirações dentro das redes de franquias que atuam:



De volta ao mercado de trabalho
Acostumada a prestar continência durante anos, Juliana Maria Fernandino Camilo buscou na rede Brasileirinho Delivery uma forma de ganhar dinheiro. Formada em direito e 1ª tenente reserva do Exército, após deixar a carreira militar, Juliana voltou para Belo Horizonte (MG) em busca de retornar ao mercado de trabalho na área jurídica. No entanto, a crise econômica que o país enfrentava naquela época e os poucos contatos profissionais fizeram com que a mineira buscasse outros caminhos.

“Empreender foi à única opção que surgiu à época e o segmento de alimentação se mostrou como uma alternativa certeira, pois comer faz parte de uma necessidade do ser humano. Durante algumas pesquisas a ideia da comida brasileira no box se revelou como algo muito original e prático. Então visitei uma unidade da rede em BH e constatei que o sabor era maravilhoso e a variedade de pratos surpreendente”, relembra a empreendedora.

Sem recursos financeiros para investir em algo que exigia um aporte maior, Juliana recebeu uma proposta tentadora de venda do antigo proprietário da unidade que estava passando por um sério problema financeiro. “Eu não tinha dinheiro, então decidi fazer um empréstimo de R$50 mil e comprar a unidade através de repasse. Foi a maior loucura da minha vida, pois não tinha experiência com negócios, tão pouco com restaurante. Na verdade eu não sei cozinhar!”, diz.

Juliana é a prova de que para empreender não é necessário ter experiência em negócios, basta ter fome de aprendizado e garra para vencer, e isso ela revelou que tem de sobra. O Exército a preparou para enfrentar desafios, inclusive o de empreender. Segundo a franqueada, a disciplina, coragem, resiliência e determinação que aprendeu no quartel possibilitou colocar em prática em sua nova carreira.

O restaurante que vinha sendo mal administrado, apresentando prejuízo e com faturamento inexpressivo que não chegava a R$20 mil por mês hoje gera um faturamento médio mensal de R$100 mil e cerca de três mil boxes são vendidos ao mês. Claro, tudo isso exigiu muito suor e trabalho árduo. “Foi uma verdadeira guerra. Enfrentei muitas dificuldades, noites sem dormir, sem saber como iria honrar meus compromissos com salários e fornecedores. Chorei muito, rezei e trabalhei”, afirma a empreendedora que acreditou nessa oportunidade.

No ano passado Juliana comprou outra área em Belo Horizonte e hoje atende as regiões leste, centro e sul da cidade. A meta até o final do ano é faturar R$150 mil.

“Foi por necessidade e falta de opção que iniciei minha carreira como empreendedora, mas descobri uma vocação e me sinto extremamente recompensada por gerar empregos, tomar decisões, liderar pessoas e gerenciar meu próprio negócio e tempo”, ressalta Juliana que acrescenta que durante esse período como empreendedora travou algumas batalhas até mesmo na vida pessoal e nos cuidados do filho, que hoje tem 18 anos. “É um imenso e diário desafio. Por diversas vezes os problemas me desanimaram e fizeram-me questionar se não seria melhor desistir. Aprendi que algumas habilidades são fundamentais para qualquer negócio, como determinação para trabalhar muito, resiliência para superar e aceitar as dificuldades e problemas que surgem com frequência, paciência para aguardar os resultados, disciplina para controlar finanças e pessoas, e obstinação para aprender sempre”, conclui.



Em busca de qualidade de vida
Marisa Martins Stopa, de 42 anos, sempre teve uma carreira sólida. Formada em Administração e MBA em Gestão de Negócios, durante 20 anos foi gerente comercial de grandes agências bancárias, motivo de orgulho para toda a família, já que ela alcançou um cargo importante em sua vida profissional, com um bom salário e almejado por muitas pessoas.

Vinda de família de comerciantes e descendente de libaneses, o empreendedorismo pulsava em sua veia, mas só faltava algo para despertar esse desejo ter o negócio próprio, que só veio quando teve o pequeno Alexandre, hoje com 6 anos de idade. A vontade de ficar perto da família, acompanhar todos os passos do filho falou mais alto. Marisa resolveu abdicar de tudo aquilo que construiu ao longo dos anos e começar do zero.

“Sempre alimentei o desejo de empreender. Constitui uma boa reserva no período que atuei no mercado financeiro para empreender de forma sólida. Calculei riscos e me preparei para este momento. Tenho uma casa em Paraty, no Rio de janeiro, que alugo por temporada, foi aí que comecei a ser picada pelo ‘bicho do turismo’. Procurava uma atividade em que eu pudesse lidar com o prazer das pessoas, e pudesse ter um pouco mais de qualidade de vida. Resolvi fazer uma nova aposta, dentro de um projeto que não fosse só um trabalho, mas um projeto de vida. No primeiro mês já me surpreendi positivamente, assim como o segundo e terceiro mês de atividade, na qual mantive a média de 27 vendas por mês. Agora tenho atuado na captação e ampliação dos negócios de forma a consolidar os resultados atuais e crescer. Estou feliz e realizada com minha escolha”, afirma Marisa que viu a oportunidade de ser dona de uma unidade da rede Encontre Sua Viagem (franquia com foco em serviços de turismo).

A loja física foi inaugurada no final de outubro de 2018, em Belo Horizonte (MG), e com pouco tempo de atuação já conseguiu alcançar o ponto de equilíbrio. Determinada, Marisa adora um desafio e acredita que isso é o que motiva o crescimento pessoal e profissional. Para ela, as mulheres possuem grande capacidade organizacional e criatividade para lidar com as várias situações que surgem no trabalho e em casa. “Acredito que cada vez mais elas estarão ocupando um papel de protagonismo, seja em seus negócios ou na sociedade de uma forma geral. A principal dificuldade das mulheres empreendedoras é o olhar do mercado e das pessoas próximas, sempre avaliativas, questionando se possuímos o ferramental para conduzirmos um negócio e se conseguiremos mantê-lo em plena atividade comercial. Mas esta desconfiança desaparece quando são apresentados os números do resultado, além de muito trabalho”, avalia.

Hoje Marisa preza muito mais pela qualidade de vida, consegue fazer horários alternativos para acompanhar o filho na escola, estar mais presente em sua vida e do marido. Antes do empreendimento sua rotina começava às 7h30 e finalizava somente às 21h. Hoje as atividades de trabalho são das 9h às 19h.

“Sei que ainda tenho muito que trabalhar para consolidar meu patrimônio, porém já traço algumas metas pessoais para reduzir o meu ritmo e intensificar minhas relações humanas, além, é claro, de desfrutar dos serviços que eu ofereço que é viajar bastante (risos)”, finaliza.



De igual para igual
A paixão por carros fez Erika Felicio, de 34 anos, desengavetar um sonho antigo: ser empreendedora. Casada e com um filho pequeno, conciliava as atividades do lar com as profissionais na revenda de produtos de beleza que a permitiam ajudar no orçamento familiar. Até que a crise econômica no país atingiu a sua família, assim como milhões de brasileiros, e então, decidiram por em prática um projeto familiar antigo, que conciliaria sua paixão por carros com uma fonte de renda confiável.
Através de pesquisas de negócios sustentáveis e de baixo investimento, o modelo oferecido pela Acquazero (rede especializada em lavagem ecológica automotiva) atraiu seus olhares e apostou no home office com investimento a época de aproximadamente R$20 mil.

Há um ano a frente de um negócio predominantemente masculino em Recife (PE), Erika enfrentou alguns obstáculos e mostrou que não só entendia de beleza, mas também nos cuidados de um carro. “Encontrei algumas dificuldades no início para convencer os clientes de que poderiam confiar em nossos serviços. Tive que mostrar que tinha conhecimento técnico do negócio, mas entendo que seja uma quebra de paradigmas, uma mulher fazendo limpeza técnica de motor gera desconfiança. No entanto, com o tempo construímos uma relação de confiança com eles e principalmente, mostramos competência naquilo que estávamos fazendo, com o diferencial de ter um olhar feminino e criterioso ao acabamento dos serviços. Isso agregou valor ao meu negócio”, ressalta.

Há um ano nesse mercado e com faturamento girando em torno de R$10.500, a franqueada almeja triplicar esse valor, para isso, está focada em ampliação do portfólio de serviços e aumento da base e cobertura de clientes que hoje é em torno de 150 clientes por mês de uma carteira de quase 400 clientes cadastrados.

“Luto por aquilo que acredito, sempre valorizando e respeitando a todos, porém exigindo reciprocidade nas minhas relações. Não se trata somente de independência financeira ou emocional, mas, sobretudo de ideias, da maneira que enxergamos o mundo, dos direitos e deveres”, afirma Erika sobre a posição das mulheres no mercado de trabalho e que manter o foco é essencial para quem busca ter o próprio negócio.