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Olimpíada Brasileira de Informática é porta de entrada para Universidades no Brasil

Algumas Instituições destinam parte de suas vagas para premiados na OBI. Tendência global, o ensino de Ciência da Computação é imprescindível para as profissões do futuro e praticamente todas as áreas do conhecimento 

Por: Redação

Importante para avaliar o desempenho do estudante, ao fim da educação básica e buscando contribuir para a melhoria da qualidade escolar, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) também é um mecanismo de seleção para o ingresso no Ensino Superior. O que muitos estudantes não sabem é que não só o Enem, como também outros exames acabam por ajudar os alunos a entrarem em faculdades, como é o caso da OBI (Olimpíada Brasileira de Informática). Algumas delas já destinam parte de suas vagas para os premiados nesta modalidade de competição.

“A possibilidade de ingressar em cursos superiores por meio da OBI nos deixa felizes por podermos ajudar nossos alunos a construírem essa ponte com as universidades ao incentivá-los. Além disso, a organização da OBI está a cargo do Instituto de Computação da Unicamp, o que, ao nosso ver, simboliza a importância de tal evento e o conhecimento técnico e acadêmico necessário para participação. Acreditamos, portanto, que essa maneira de ingressar na faculdade é inovadora e muito positiva”, declara Marco Giroto, fundador da SuperGeeks.

Durante a OBI, os participantes ganham não só a experiência na realização de provas importantes, como ENEM, vestibulares e outras Olimpíadas, como também a chance de testar seus conhecimentos e desempenho, contemplando assim o objetivo maior da Olimpíada: despertar nos alunos o interesse por uma ciência importante na formação básica hoje em dia – a Ciência da Computação, por meio de uma atividade que envolve desafio, engenhosidade e uma saudável dose de competição. Dessa forma, possibilita-se ao aluno descobrir potenciais talentos e, possivelmente, seguir carreira nesta área no futuro.

Com mais de 5 mil alunos nas mais de 60 unidades, a SuperGeeks atende crianças entre 05 e 17 anos que fazem cursos para aprender Ciência da Computação a partir do desenvolvimento de games, conhecimento em robótica, realidade virtual e aumentada, inteligência artificial e também da criação de aplicativos e sistemas web, incluindo questões de redes de computadores e servidores.

Todos os anos, instrutores de cada unidade da SuperGeeks convidam seus alunos a participarem da OBI e os auxiliam com a preparação do conteúdo que será lecionado. O foco da rede é a área de programação, mas as aulas contemplam também as fases iniciais de lógica, até as mais avançadas. Com base no conteúdo das provas da OBI, a SuperGeeks personaliza o ensino por aluno, com identificação de pontos fortes, para potencializá-lo e desenvolvê-lo onde ele encontra mais dificuldade.

“Sabemos que o ensino de programação e robótica é uma tendência global, que leva aos alunos não só ao crescimento profissional, mas também pessoal. É por isso que estamos engajados em levar tal conhecimento ao maior número de alunos possível. Promovemos a conscientização dos alunos e responsáveis da importância da OBI para dedicação à prova”, relata Marco.

Segundo o fundador da SuperGeeks, é possível qualificar um aluno como apto a cursar uma faculdade através da OBI, uma vez que o conhecimento base que o aluno deve desenvolver para competir em provas de nível 2 abrange boa parte da grade curricular dos cursos universitários e o capacita para absorver essas disciplinas com muito mais facilidade, se comparado aos alunos que não tiveram essa experiência.

A escolha por utilizar a OBI como ferramenta de ingresso na faculdade depende, claro, de cada Instituição de Ensino. “Varia de uma Universidade para outra, mas acreditamos que os cursos voltados para área de TI passem a seguir essa tendência futuramente”, declara.

Em média 39 unidades da SuperGeeks já encaminharam seus alunos para participarem da OBI, com cerca de 15 alunos por unidade, totalizando 609 inscritos. Cada unidade tem suas metas e aspirações e a expectativa para este ano é superar o número de participantes do ano passado.

A SuperGeeks carrega consigo um cadastro enorme de alunos premiados em diversas OBI. Um deles é o Andrés Alonso Bie Perez que ficou, no ano passado, em 7º Lugar na modalidade Programação Nível Júnior, com nota de 383. Ele é aluno da SuperGeeks de Belo Horizonte (MG).

Além dele, diversos outros alunos também foram premiados, em geral com idades entre 10 e 16 anos, nas categorias Nível 1 e Nível Júnior, de todas as regiões do país.

Com tantos alunos premiados, a rede pretende, ainda este ano, elaborar um curso totalmente voltado para a OBI, permitindo que os instrutores direcionem, com mais facilidade, as particularidades dos alunos e das turmas montadas em suas unidades.

“Acreditamos que a OBI valida, e muito, o conteúdo que é passado na SuperGeeks, pois além de sabermos se estamos no caminho certo na construção de nosso material, também podemos verificar o nível de excelência da rede. Afinal, alcançamos ótimos resultados em todas as edições da OBI das quais participamos”.

A importância do ensino de Ciência da Computação desde cedo
Muitos países de primeiro mundo estão mudando suas leis para que ciência da computação seja inserida na grade curricular, como matéria obrigatória, das escolas. No Brasil, mais recentemente com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a cultura digital foi reconhecida como uma competência que deve ser dominada. 

Além de desenvolver diversas competências e habilidades (Soft Skills) ao aluno, como raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas, pensamento crítico e sistêmico, foco, concentração, inglês, entre outros, a disciplina é imprescindível para a formação dos profissionais do futuro. Isso porque pelo menos 90% das profissões no futuro dependerão de bons conhecimentos em ciência da computação. Muitos empregos, inclusive, deixarão de existir e serão substituídos por máquinas.

“Ensinar programação e robótica desde cedo passa a ser fundamental para o desenvolvimento do país. A programação está em diferentes áreas do conhecimento, como na medicina, biologia, segurança e administração”, conclui Marco.